As estruturas de governança exigem explicita e profunda cooperação entre os diversos agentes que dela se ocupam.   Um desses agentes é o Compliance, que surge mais recentemente como uma área ou função voltada especificamente para o fomento da cultura da ética e do cumprimento da integridade, agindo pela formulação, disseminação para a garantia de políticas de respeito efetivo às regras e normas.

Ainda em relação ao compliance, muitos gestores confundem ou não dão muita importância ao objetivo dessa ferramenta.

Compartilho alguns comentários de colegas, consultores e gestores  da minha rede Linkedin, os quais reproduzo no texto abaixo:

Rodniz Novaes – MBA
Consultor na Trusty

É necessário que a cultura do “topo” da organização de implementação constante de controles efetivos e compliance seja levada para todos os níveis da organização, e que a necessidade de conhecimento pelos gestores seja plena no que se refere a vigilância constante de mitigação de riscos inerentes aos processos.

Me deparei com gestores que tinham um conhecimento técnico inegável, porém com muita pouca vontade de inserir mecanismos de Avaliação quantitativa e qualitativa em seus processos ou até mesmo nao se importavam que tipo de colaboradores faziam parte do quadro do time.

É necessário um mecanismo constante de reciclagem e que os gestores estejam cientes da importância de uma gestão eficiente em parceria com as áreas de Compliance, Controles Internos e Auditoria.

Parcerias, essa é a visão dos profissionais de fazem parte das áreas citadas acima, pois o que valeria os investimentos das empresas se a melhoria contínua não corresponde aos objetivos dos executivos dos níveis estratégicos?

Um dos mecanismos mais simples e mais baratos para uma cultura em toda a organização é a comunicação, em todos os níveis e em todas as áreas, não importando se fazem parte de uma área na filial ou na central.

É necessário vontade, mas acima de tudo conhecimento para uma cultura organizacional de excelência com gestores aptos a executar com a atenção dirigida ao ambiente de controle efetivo (SOX, BASILÉIA, ISO 31000, LEI Anticorrupção. etc).

Adair Gomes Rocha
Coordenador Contábil na Construção civil

Questão cultural que, infelizmente, nem todo empresário dá a devida importância. Desde 1984 tive oportunidade de conviver com casos onde os gestores se preocupavam verdadeiramente com isso. Em compensação, noutros atuavam como se fosse verdadeira “casa da mãe Joana”.

Geraldo Pereira dos Santos
Diretor e Consultor de Compliance & Risk Manager

Infelizmente é mais comum do que parece empresas que praticam de forma absurda o “faz de conta do compliance”, por medo da inovação, politica, desconhecimento, não gostam de serem contextualizadas, acomodação, não aceitam transparência e abertura de canais de denuncias, não gostam de exposição no mercado, evitam tratar dos conflitos de interesses e descobrir atos ilícitos que ocorrem na sua administração… Eu costumo sempre frisar nas minhas palestras e treinamentos de GRCC (Governança Corporativa, Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance), que a efetiva implantação de um projeto desta natureza, exige a gerência de um profissional diferenciado, que reúna algumas características, conforme abaixo : – Exímio profissional com alto nível técnico e de relacionamento pessoal; – Perfil resiliente, negociador, senior, objetivo, racional; – Saiba liderar, disciplinar e respeitar a opinião do outro; – Possua visão holística da empresa e seus processos (racionalidade e workflow); – Seja um ativo professor e tenha capacidade montar programas de treinamentos; – Esteja sempre atualizado com as normas e regras que norteiam o modelo de negócio; – Seja desafiador e não tenha medo de colocar o seu emprego em jogo.

SSA.30/04/2017
Prof. Ibraim Lisboa